6 de abril de 2011

Criatividade de bar

A gastronomia faz a gente conhecer pessoas de lugares, temperamentos, culturas, gostos, personalidades, costumes e níveis diferentes, e esse tempo no nordeste tenho conhecido pessoas muito interessantes.
Uma da figuras que conheci foi Celso Cruz, um proprietário de restaurante, que usa sua madrugada para usar sua imaginação e criar poesias muito legais sobre o cotidiano.
Cada vez que vou a seu restaurante, ele lê uma ou  duas poesias novas e me acabo de dar risadas. Já me tornei uma admiradora de sua criatividade nordestina. 
E porque não postar aqui sua criatividade?
Ai vai uma das minhas preferidas.

"Bar ou Acadêmia?

por (Celso Cruz)



Uma dúvida danada
Invade meu dia a dia
Procuro uma academia
Ou será melhor um bar?
Os dois eu vou procurar
Mas só um vou escolher
Eu não posso é padecer
É muita tribulação
Estresse, angustia, aflição
Assim não posso viver.

Bar ou academia?
Um dos dois vou frequentar
O mais fácil de encontrar
Não quero dificuldade
Quem der mais facilidade
E fizer menor exigência
Vai ter minha preferência
Já tomei uma decisão
Vou cuidar do coração
E melhorar a convivência.

Eu quero um lugar legal
Eu quero um bom ambiente
Com gente alegre e contente
Sem cara feia ou suando
Pegando peso ou bufando
Como se quisesse brigar
Eu quero é sorrir, brincar
Festejar meu dia a dia
Escolho uma academia
Ou será melhor um bar?

Amizades simples, sinceras
Eu vou querer conquistar
E aí sim vou desfrutar
De momentos de prazer
Eu quero é me envolver
Extravasar minha alegria
Ouvir uma bela melodia
Curtir o fútil, o banal
Qual será o melhor local
O bar ou a academia?

Acho que não vou pra academia
Correr sem sair do lugar
Esqueça, não vou montar
Em bicicleta sem roda
Rolar no chão, pular corda
Malhar, ter corpo sarado
Pagar pra ficar cansado?
Eu quero é cerveja gelada
Comida bem temperada
Pois só o excesso é pecado.

Eu vou é pra mesa de um bar
Lá não fico contundido
Com o joelho doído
Ou até com tendinite
Academia é pra elite
Pra quem quer aparecer
Parecer bonito sem ser
O bar é democracia
Convivência, harmonia
A razão do bem viver.

Acredito ser o bar
Curativo, anti-estresse
E o corpo é quem padece
Se a alma não for lavada
Com uma cerveja gelada
Ou uma boa cachaça
Um vinho numa bela taça
Mas, me deixe perguntar...
Se não existisse bar
A vida teria graça?"

25 de março de 2011

Mudança de nome

Sei que como brasileira deveria ter um blog com um nome em português, mas ainda não havia conseguido pensar em nada, já que é preciso originalidade, criatividade e muitos outros "dades" da vida, que não vinham a minha mente. Então havia colocado como Les Choses Samples (traduzindo " As coisas simples"), sendo que isso foi um tanto complicado porque dificultava aos visitantes a escrita certa do nome na hora de procurar o blog para visita.  
Ai a solução acabou de chegar, depois de lembrar do restaurante que trabalhei no verão. 
Trabalhei num restaurante na praia da Pipa (RN), por 15 dias, durante o mês de janeiro. O restaurante pertencia a um francês e ao lembrar da forma como ele tratava os funcionários comecei a sentir nojo dos gringos que chegam em nosso país para montar negócios, na maioria são muito arrogantes, prepotentes, se acham deuses e que temos que nos curvar diante de suas presenças. Esse que foi meu patrão, era grosseiro, gritava e tratava todo mundo como bicho, inclusive o chef de cozinha que também era francês, mas com os brasileiros o negócio era mais sinistro. Apesar dele dar um tratamento diferenciado a mim e minha amiga que trabalhava comigo na cozinha, o resto todo era mal tratado. Ele achava que todos nós o roubávamos, ficava sempre desconfiado achando que não falamos a verdade quando dizíamos que o restaurante não havia tido movimento.
Isso tudo me deixava muito indignada por mais que não fosse diretamente comigo, acho uma falta de respeito destratar qualquer pessoa que seja. As coisas foram me incomodando tanto que na primeira oportunidade pedi demissão.
Estou contando isso para alertar aos profissionais de cozinha para que não se deixem destratar, até porque sabemos que muitos chefs  brasileiros também tem esse tipo de atitude. Pensem sempre que eles precisam tanto de vcs quanto vcs deles, é uma troca. Saibam de seus direitos, corram atrás deles não permitam que ninguém pise em vcs. Os gringos quando chegam aqui são bem tratados e porque fazem o contrario conosco? Somos mera mão-de-obra barata? Não! Somos profissionais competentes e vivemos num país incrível, com uma culinária que não deixa a desejar para nenhum outro país do mundo. Nossa variedade de alimentos é superior a muitos outros países, temos produtos raros que só são encontrados aqui. Batam no peito e se orgulhem de serem brasileiros.
Aí meu Deus! desviei o assunto do nome do blog, kkk, desculpem. Acho que não tem que ser em outra língua não, não temos que dar moral a outros idiomas, e por isso que a partir de hoje, meu blog passa a se chamar " Simples Alquimia".
Até mais ver.

11 de outubro de 2010

Quem disse que surdo não fala? Sei!


Período muito movimentado este, onde estou muito envolvida com a universidade e projetos acadêmicos. Quase não tenho mais tempo livre, mas estou adorando tudo isso.
Eu e Nesh, fomos convidados pela professora Cacau Wanderley, para fazer parte do desenvolvimento de um projeto de dois alunos  do 4ª série de gastronomia, Cristiane e Rodrigo, que irão apresentar no próximo congresso científico da Unp (Universidade Potiguar), ainda este ano, sobre Focaccia, um tipo de pão italiano, delicioso. Nosso papel é de dar assistência durante as aulas no laboratório.
Tem sido um trabalho muito legal e será minha primeira colaboração em um projeto.
Tem horas que acho que não vou dar conta de fazer tudo que me proponho, mas depois quando vejo o resultado fico muito feliz.
Mas voltando aos alunos da focaccia, a princípio existia uma dificuldade que poderia ser muito complicada, já que os dois alunos são surdos e quase mudos, e apesar de termos um interprete o tempo todo durante as aulas, a comunicação poderia ser difícil, mas muito pelo contrario a comunicação é ótima e os dois são muito engraçados. A Cristiane não para de falar, uma verdadeira matraca, ela escuta melhor e usa um aparelho para ajudar a audição. Rodrigo já é mais tímido, mas também consegue através de alguns sons se expressar bem.
Nossos encontros são muito divertidos, além de estarmos tendo aulas particulares de panificação também estamos aprendendo como funciona o universo de pessoas que nascem com algum tipo de deficiência. Pessoas sensíveis e fortes ao mesmo tempo, corajosas e felizes. Tudo isso me mostra o quanto somos privilegiados por possuir todos os sentidos perfeitos.
Tenho agradecido muito por tudo que tem acontecido em minha vida. A cada dia me identifico mais com a gastronomia e assim tenho aumentado minha certeza de que quero viver da gastronomia e quanto sou feliz nela.
Thanks God!

Renata Barros

Focaccia
Ingredientes:
Farinha de trigo – 1 kg
Sal – 20 g
Leite – 530 ml
Fermento biológico fresco – 30 g
Azeite de oliva virgem – 150 ml
·         Cobertura
Flor de sal – à gosto
Alecrim fresco – à gosto
Azeite de oliva – à gosto
OBS: a cobertura pode ser o que vc quiser, tomates, queijos, etc.

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes e amasse por 10 minutos até obter uma massa lisa.
Deixe descansar até dobrar de tamanho. Então abra a massa em uma assadeira retangular. Deixe crescer até que dobre novamente o tamanho.
Enfarinhe um dedo e enfie na massa fazendo buracos irregulares.
Pincele a focaccia com azeite e polvilhe flor de sal e alecrim e leve para assar.

Merendeiras

Esse semestre pela segunda vez, eu e dois amigos da universidade,  Nesh e Warison, fomos convidados pelas Professoras Jussele Lourenço e Cacau Wanderley, para participar de oficinas de aproveitamento integral dos alimentos para senhoras merendeiras da rede pública de ensino da cidade de Parnamirim, a 30 km de Natal. Um evento muito legal que apesar da ralação o resultado é muito gratificante.
É muito legal chegar em uma escola pública onde sabemos que na maioria das vezes os recursos são bem restritos, e ver que ainda existe gente comprometida e com vontade de fazer algo para tentar melhorar as condições. Muito bom ver que diretoras e merendeiras estão unindo para tentar melhorar a qualidade da saúde das crianças e assim também conseguem atingir aos pais também.
Na primeira vez que fomos convidados, não sabíamos direito como seria ou o que iríamos fazer, achávamos que seriamos apenas assistentes da professora e chef Cacau Wanderley, mas quando chegamos lá, tivemos uma surpresa, as duas professoras apenas falariam dobre valores nutricionais, informações sobre importância do aproveitamento integral, ou seja, cuidaram da dinâmica da oficina e nós três teríamos que fazer as preparações e ainda teríamos que apresentar para todas aquelas 60 senhoras.
Nossssaaaaaaaaa! Entramos em pânico, começou a dar um nervoso, afinal de contas era uma responsabilidade muito grande, mas respiramos fundo e enfrentamos o desafio. A principio é nervosismo, mas depois que começa a falar, acho que o botão do automático é acionado e acabamos falando sem parar.
Aliás neste curso tenho descoberto que sou capaz de falar em público com desenvoltura e sem tanta vergonha, coisa que antes não acontecia, ficava tão nervosa que até passava mal.
Na segunda oficina, não foi muito diferente, sendo que desta vez as duas professoras não estavam presentes e a oficina foi toda ministrada por nós alunos de gastronomia e nutrição, muito maneiro! Todos muito compenetrados e engajados em prol de uma mesma causa, que por sinal muito justa, a melhoria da saúde e qualidade de vida de adultos e crianças.
Tenho aprendido muito neste período e só tenho a agradecer aos professores e professoras por acreditarem e confiarem em mim, muito obrigada.

Renata Barros


Os pratos apresentados nas oficinas foram:

I.             Quiche de casca de abóbora
Rendimento: 08 porções
Tempo de preparo: 1h 30 min
Valor calórico da porção: 245,36 kcal
Ingredientes:
·                    Massa
Farinha de trigo – 1 ½  xícara de chá
Gema – 1 unidade
Sal – à gosto
Margarina – 3 colheres de sopa
Água – 3 colheres de sopa
·                    Recheio
Cebola picada – ½ xícara de chá
Alho picado – 1 dente
Óleo – 2 colheres de sopa (preferência de girassol ou milho)
Casca de abóbora – 2 xícaras de chá
Água – ½ xícara de chá
Sal – à gosto
·                    Creme de queijo
Ovo – 2 unidades
Leite – ½ xícara de chá
Queijo parmesão – 2 colheres
Modo de preparo:
Para a massa, misture todos os ingredientes, deixando por último a água. Amasse bem até obter uma massa homogênea. Abra a massa sobre o fundo da assadeira com a ajuda de um rolo e filme plástico, deixando sobrar a borda. Fure a massa com um grafo, para que não formem bolhas ao assar. Asse em forno pré-aquecido até dourar. Retire do forno e reserve.
Para o recheio, refogue em uma panela, a cebola e o alho no óleo. Acrescente a casca da abóbora ralada, junte a água e cozinhe. Verifique o sal e deixe esfriar. Coloque o recheio na massa.
Para o creme, bata no liquidificador o ovo, o leite e o queijo parmesão. Despeje sobre o recheio da casca de abóbora e leve apara ssar em forno pré-aquecido até o creme de queijo dourar.


II.            Ensopado de carne com parte branca da melancia
 Rendimento 06 porções
Tempo de preparo: 1h
Valor calórico por porção: 169,79 kcal
Ingredientes:
Acém picado – 350 g
Cebola picada – 2 colheres de sopa
Óleo – 2 colheres de sopa
Tomate picado – 1 xícara de chá
Pimentão picado – 1 xícara de chá
Parte branca (interna) da melancia picada – 6 xícaras de chá
Talos diversos picados (alho poro, salsão) – 1 xícara de chá
Cenoura picada – 1 xícara de chá
Caldo de carne – 2 tabetles
Água – 6 xícara de chá
Folha de louro – à gosto
Colorau – à gosto
Molho de pimenta – à gosto (moderadamente)
Sal – à gosto
Modo de preparo:
Refogue a cebola no óleo até dourar. Acrescente a carne picada e frite mais um pouco, mexendo sempre. Junte os outros ingredientes e cozinhe os legumes ficarem macios.

III.           Bolo de abóbora com coco
Rendimento 16 porções
Tempo de preparo: 1 h
Valor calórico da porção: 223,41 kcal
Ovo – 4 unidades
Margarina – 4 xícaras de chá
Açúcar – 2 xícaras de chá
Farinha de trigo – 1 xícara de chá
Amido de milho – 1 xícara de chá
Coco ralado seco – 1 xícara de chá
Fermento em pó – 1 colher de sopa
Modo de preparo:
Cozinhe a polpa da abóbora no vapor até ficarem bem macias.
Bata as claras em neve e reserve.  Bata as gemas separadamente com margarina, acrescente aos poucos os outros ingredientes, deixando o fermento por último. Por fim, adicione as claras em neve, mexa delicadamente e leve ao forno para assar em assadeira untada e enfarinhada.


IV.          Suco de melancia com capim santo e limão
Dependendo do tamanho da melancia é possível fazer mais de um litro de suco. Pegue toda polpa da melancia, coloque num liquidificador, junte as folhas do capim santo e o suco de limão (quanto baste), bata tudo e coe. Coloque numa jarra e leve a geladeira até a hora de servir. Sirva bem gelado.

15 de agosto de 2010

Buenos Aires, mucho más que querido!

Engraçado, depois que entrei na faculdade de gastronomia comecei a ver as coisas com outros olhos. Viagens por exemplo, penso logo no que o lugar tem para comer. Tudo se transforma em gastronomia. Tive essa comprovação agora no fim das férias.

Fim de julho, fui a Buenos Aires com minha mãe para passar 7 dias. Já sai daqui pensando no que iria comer lá. Dito e feito quando cheguei queria muito comer as famosas e deliciosas empanadas, que vc pode encontrar em cada esquina da cidade. E beber vinhos e cervejas de diferentes marcas. Ou seja, literalmente uma orgia gastronômica.

Ficamos no bairro de Palermo, aliás um lugar muito charmosos, com uma vida noturna muito interessante. Bares, restaurantes, café e pizzarias a cada esquina, literalmente. Tudo de muito bom gosto e com coisas muito bem feitas.

Uma cidade linda, cercada de parques e praças, muito arborizada. Linda, linda e linda! Quero muito voltar com mais tempo e conhecer os lugares que os portenhos freqüentam, fui a muitos lugares de turista e gostei, imagina os lugares que os locais freqüentem? Devem ser muito mais legais. Vou voltar, não sei quando, mas vou. Cultura brotando a cada esquina, ai meu Deus! Como eu estava precisando disso, muito obrigada Deus e mãe.

Comi em alguns restaurantes bem legais:

• El Establo (Calle Paraguay 489, centro próximo a Plaza San Martin) – bifé de chorizo (frito) com bacon, papas espanholas e huevos. Uma delícia, um tanto gorduroso, mas muito gostoso. Acompanhado de vinho Postales Del fin Del mundo, Malbec 2009, Patagonia (Neuquén, San Patrício Del Chañar);

• Montana Ranch (Plaza da Recoleta, ao lado do cemitério) – Bifé de chorizo assado com papas recheadas de queijo, salada de rúcula com tomate, a entrada era um pão delicioso com três molhinhos (berinjela picante, um de alho e outro parecido com chumichirri, mas não era, era apenas gostoso), sobremesa predileta Flan, sempre flan.

• Bio Restaurante Orgânico (Calle Humboldt 2199, Palermo) – pão integral com pasta de abóbora e gengibre, brusquetta integral com cogumelos e parmesão, prato principal – salada verde, polenta com espinafre e cobertura de cogumelos shimeji e shitake (Grigollas grilladas). Cerveja artesanal Antares Kolsh, incrivelmente deliciosa.

• Kentucky (Calle Thames com Santa fé , Palermo – Plaza Itália, ao lado da saída do metrô) – empanadas deliciosas, pizzas e chop. Essa foia empanada mais gostosa que comemos.

Quantas coisas gostosas existem naquele lugar: Media lunas, alfajor, churros, empanadas, etc. Enlouquecedorrrrrrrrrrrrrr.

Por falar em delícia, as cervejas são muito gostosas, Shneider, Warshneider, Quilmes, Stella Artrois, agora em especial Patagônia e a artesanal Antares Kolsh, que sensação muy buena. Não sou muito de vinho, já tentei e me forcei um pouco, mas não rola. Pode me chamar do que quiser, mas prefiro a boa e velha cerveja gelada, ou chop.

Para nós que fazemos gastronomia é um lugar muito legal de se aprender coisas culinária, muitas escolas boas e com cursos muito em conta, já que a moeda argentina não anda na sua melhor fase.

Foi muito bom passar por Buenos Aires novamente, já que a primeira vez foi 1984, com 11 anos, pouco me lembrava. Sendo que agora jamais irei esquecer.

Uma cidade que exala cultura nas suas esquinas, tango, tango eletrônico, reggae, jazz, ragga, ou seja música típica dos pampas, é um lugar onde a música está em toda parte. Quem estiver em Buenos Aires deve tentar assistir a peça Fuerza Bruta, no centro cultural da Recoleta, muito massa. Uma peça que interage com o público.

É isso, minhas férias acabaram e a saudade de Buenos Aires é grande, queria ter ficado mais tempo, quem sabe um dia.

Buenos Aires, mucho más que querido!

2 de julho de 2010

Pagando a dívida




A mais ou menos duas postagens atrás, eu falei sobre um macarrão de gergelim com molho de tomate que fizemos na universidade para um concurso, sendo que eu não havia colocado as receitas, então para pagar essa dívida aqui estão as duas receitas, Macarrão de Gegerlim e Molho de Tomate com farinha de maracujá. E me desculpem pela demora.
** Macarrão com farinha de gergelim

Farinha de trigo - 570 g
Farinha de gergelim - 175 g
Água - 210 ml
Sal - 14 g
Ovos - 467 g

Modo de preparo:

1) Juntar ¾ da farinha de trigo, farinha de gergelim (toda) e o sal, misturar bem. Dispor em uma bancada plana, seca e limpa. Fazer um buraco no meio da farinha, adicionar as gemas levemente batidas com um garfo.
2) Misturar cuidadosamente, incorporando todos os ingredientes. Continuar sovando por alguns minutos, adicionando a farinha de trigo restante até dar o ponto, se necessário adicionar água.
3) Abrir a massa na máquina ou rolo de esticar por várias vezes até ficar bem homogênea. Cortar da maneira que desejar e deixar descansar por no mínimo 30 minutos.
4) Numa panela grande coloque água para ferver junto com caldo de legumes ( de preferência o caldo feito em casa), quando estiver em estado de ebulição coloque o macarrão e cozinhe por no máximo 5 minutos, até ficar aldente. Adicione o molho de sua preferência e sirva bem quente.


** Molho de Tomate com Vinho e Farinha de Maracujá

Alho - 17 g
Vinho tinto - 150 ml
Tomates (sem pele e sem sementes) - 2400 g
Cenoura - 129 g
Azeite - 350 ml
Cebola - 93 g
Manjericão fresco - 63 g
Alho poro - 75 g
Salsinha - 20 g
Louro - 1,0 g
Cravo da índia - 2,0 g
Ervilha fresca - 300 g
Hortelã - 10 g
Castanha de caju moída - 100 g
Queijo parmesão fresco - 380 g
Farinha de maracujá - 30 g
Sal - 4,0 g
Pimenta calabresa - 4,0 g
Água - 750 ml
Açúcar - 20 g

Modo de preparo:

1) Em uma panela faça um caldo de legumes, então coloque a cenoura, cebola, louro, cravo, alho (1 unidade) e o bouquet garni (alho poro, salsinha, louro todos amarrados), cubra com água e deixe ferver até reduzir a metade, depois de pronto reserve.
2) Pegue os tomates retire as peles e sementes de todos eles, depois corte em cubinhos e reserve.
3) Em um liquidificador processe parte dos tomates, os alhos, as folhas de manjericão, folhas de hortelã e azeite (6 colheres). Depois de batido levar ao fogo para apurar, deixar cozinhar bem, acerte a acidez com açúcar. Adicione um pouco de caldo de legumes (que estava reservado), vinho tinto deixe exalar todo o cheiro de álcool, adicione a farinha de maracujá, mexa bem até que engrosse um pouco, apenas o suficiente para apurar, acerte o sal e a pimenta, acrescente as ervilhas. E pronto, sirva bem quente.

Fim de mais um período

Esta chegando o fim de mais um período da Universidade e para finalizar teremos que preparar um jantar para 200 convidados, esse evento é a tão famosa Aula Jantar, lá no meu curso, daqui para frente cada período é encerrado com uma aula dessa.
Vejo este evento como um grande desafio, é a hora de colocarmos em prática o viemos aprendendo desde o início do curso e até o final muita coisa melhora e os cardápios vão ficando cada vez mais requintados.
O tema do cardápio da minha turma é a tão falada e saudável, comida mediterrânea, onde a entrada será um ratatouille de berinjela servido em uma cestinha feita com pão sírio (fingerfood); o prato principal será uma receita de coelho a moda turca com muitas ervas, adaptada para uma carne mais conhecida daqui do nordeste, o cordeiro; para acompanhar o cordeiro, bolamos um purê de cenoura com curry e canela, algo leve e agridoce, nada melhor para acompanhar uma carne diferente como esta; e para fechar com chave de ouro a sobremesa será uma terrine de chocolate com damascos.
Todas as receitas escolhidas para a Aula Jantar, são submetidas a uma pesquisa de Analise Sensorial para serem aprovados: aparência, cor, odor, sabor e textura. Nosso purê passou no teste com 84% de aceitação e nós ficamos muito contentes com esse resultado.
Hoje vou passar para vcs a receita do purê de cenoura com curry e canela. Uma receita deliciosa, saudável e muito fácil de fazer, excelente acompanhamento em várias situações, com carnes seja ela vermelha ou branca, ou até mesmo peixes. Uma receita leve, saborosa e com um aroma incrível.

Ingredientes:

Alho – 60 g

Azeite – 16 ml

Canela em pau – 2,0 g

Cenoura (em rodelas) – 312 g

Curry – 2,0 g

Creme de leite (fresco)- 60 ml

Leite – 200 ml

Sal – 2,0 g

Modo de preparo:

1) Higienizar as cenouras por 10 minutos.
2) Descascar as cenouras, cortar em rodelas e reservar.
3) Em uma panela grande,colocar o azeite em fogo baixo até que esquente, adicionar o curry e a canela, e deixe fritar, por cerca de 2 a 3 minutos, até começar a exalar odor.

4) Em seguida acrescente as cenouras já cortadas e mexa para que não grude no fundo da panela, refogue bem, então acrescente parte do leite (150 ml) e parte do creme de leite (40ml), reserve parte de ambos pois irá precisar quando o liquido começar a reduzir, e deixe cozinhar até as cenouras ficarem bem macias, se perceber que o liquido esta reduzindo muito rápido, vá acrescentando o restante do leite e creme de leite aos poucos conforme for reduzindo, sempre deixando líquido suficiente para que as cenouras fiquem praticamente submersas.
5) Após cozinhar bem as cenouras, retire a canela em pau e transfira as cenouras e o caldo para o liquidificador, bata, e se necessário, adicione mais leite.
6) Retorne a mistura à panela, acerte o sal e sirva quente.

Tenha um bom apetite!

5 de junho de 2010

Competição universitária

Começaram as aprovações do mundo gastronômico, no último sábado, eu e o grupo do qual faço parte na universidade tivemos que apresentar duas receitas com dois alimentos funcionais para uma banca de quatro jurados.

As receitas que foram aprovadas farão parte do cardápio da nossa aula jantar, um evento que acontece no final de cada período, onde a turma da noite (a minha) e a da tarde vão para a cozinha preparar três cardápios diferentes para 300 convidados.

Os cardápios são o seguinte: a turma da tarde monta o seu cardápio com entrada, prato principal, guarnições e sobremesa, daí a turma da noite monta também o seu da mesma forma e o terceiro cardápio é montado com os 4 pratos escolhidos pelo júri. Esse terceiro cardápio é todo funcional, ou seja, com alimentos ricos em substâncias que são benéficas ao organismo.

No cardápio que minha turma propôs será todo em cima da culinária mediterrânea, a entrada será uma salada com queijo de cabra, o prato principal um cordeiro com ervas à moda turca, a guarnição um purê de cenoura com curry e canela e a sobremesa ainda esta sendo elaborada, mas sabemos que terá frutas frescas. O cardápio da turma da tarde nós não sabemos, mas parece que será a base de frutos do mar.

Mas voltando ao terceiro cardápio, os alimentos que meu grupo pegou foram o gergelim e a farinha de maracujá, tínhamos que apresentar duas receitas. Daí começamos a pesquisar o que poderia ser feito com eles.

A principio pensamos numa massa com o gergelim, ou melhor, com a farinha do gergelim, mas qual seria? Primeiro pensamos em um nhoque, Meu Deus! Que tragédia! Ficou horrível, muito ruim mesmo, amargo demais. Então pensamos num macarrão, e ulalá! Era isso! Só precisávamos aprimorar. Tudo caseiro, como as italianas costumam fazer. Queríamos uma massa fresca.

Após acertamos a massa, precisávamos criar algo para usar a farinha de maracujá, então por que não criar um molho para essa massa? Assim poderíamos usar a farinha de maracujá como expessante natural, já que a farinha de maracujá é rica em pectina, um expessante natural existente na casca do maracujá. Mas precisávamos tomar cuidado pois ela é muito amarga. Depois de algumas pesquisas, descobrimos um molho de vinho tinto com alho e tomates.

Este molho foi feito por três vezes até chegarmos no ponto certo, mas para isso tivemos que fazer algumas modificações na receita original, tiramos alguns ingredientes, acrescentamos outros e mudamos as quantidades de vários para mais e menos, para conseguir o equilíbrio e poder apresentar.

Essa coisa de jurados mexeu muito com todo mundo, por mais que digamos que o importante seria a apresentação do trabalho, no fundo, bem lá no fundinho todos gostariam de ganhar, mas apenas quatro teriam esse privilégio.

Chegamos cedo a universidade para que pudéssemos preparar tudo com calma. Estava bem nervosa com o momento da apresentação, pois teria que apresentar juntamente com Nesh (amigo de sala e parceiro de trabalhos) nossa defesa e porque do nosso prato, mas ao mesmo tempo estávamos muito confiante.

Na cozinha todos os grupos compenetrados com suas preparações. Muito legal ver todo mundo trabalhando em prol do mesmo objetivo, mostrar sua criatividade.

No júri haviam duas professoras queridas do nosso curso e mais duas convidadas, que não sabíamos quem eram, apenas que faziam parte do mercado gastronômico.

A ansiedade do nosso grupo, nos deixou de mãos atadas, não conseguíamos pensar nos possíveis problemas que pudessem nos atrapalhar, estávamos tão preocupados com o acabamento do visual do prato, que acabamos comprometendo a temperatura do mesmo, quesito importantíssimo para uma massa. O prato ficou lindo.

Entramos na sala e quando todos estavam posicionados, eu comecei a falar, expliquei todos os porquês, a função de cada ingrediente e suas funcionalidades, daí o Nesh explicou a parte da massa, e elas (juradas) começaram a perguntar e elogiar, até o momento que falaram da temperatura, e foi esse quesito que nos derrubou, o prato chegou frio, e sinceramente isso é um erro imperdoável numa massa. Sabíamos que isso nos atrapalharia, mas ao mesmo tempo não conseguimos solucionar esse problema antes de apresentar o prato. Mas ao mesmo tempo saímos da sala felizes, por sabermos que mesmo com esse erro havíamos ido muito bem. Podia acontecer qualquer coisa, pois os elogios que queríamos, nós recebemos na apresentação e aquilo já havia valido a pena.

Na hora do resultado todos os grupos estavam tensos. O veredito foi dado após as juradas explicarem todos os erros e acertos de cada prato.

A turma da tarde foi a grande vencedora do dia, ganharam em três categorias, entrada, guarnições e sobremesa, e a minha turma ficou com a responsabilidade do prato principal, uma panqueca com recheio de soja e molho de espinafre, uma delícia!

Pra gente ficou a experiência e o aprendizado, para que das próximas vezes tenhamos mais cuidado.

Confesso ter adorado participar desta competição, afinal de contas, competição é o que mais vai ter na profissão de cozinheiro (ou quem sabe Chef), concurso é o que não falta neste mercado e que são muito importantes para o profissional poder fazer seu currículo ficar ainda mais interessante e valioso.





Vida sem glúten

O número de pessoas que está descobrindo que não pode mais comer nada que contenha glúten é muito alto. Sabemos o quanto é difícil dei...